Desgastado, Paulo Victor não exerce quase nenhuma liderança na Câmara

Às vésperas do início do ano legislativo de 2026 na Câmara Municipal de São Luís, o presidente Paulo Victor vive… [ ]

2 de fevereiro de 2026

Às vésperas do início do ano legislativo de 2026 na Câmara Municipal de São Luís, o presidente Paulo Victor vive uma situação jamais vista ao longo dos mais de 400 anos da Casa: exerce quase nenhuma influência sobre os vereadores. Isolado, ele não está conseguindo sequer mobilizar votações, fato que evidencia a perda de comando e de articulação junto aos seus pares.

Presidente da Câmara desde janeiro de 2023, Paulo Victor tem uma gestão marcada por polêmicas, erros administrativos, promessas não cumpridas e distanciamento da população. No início do seu último ano à frente da Casa, ele enfrenta a falta de credibilidade junto aos vereadores, principalmente os novatos, em razão do não cumprimento de acordos e, pior, do desprezo pelo diálogo, preferindo enrolá-los a lidar com a verdade.

A sua natimorta pré-candidatura a deputado estadual está cada vez mais distante, já que ele não consegue arregimentar novas lideranças para o seu projeto por falta de cumprimento de compromissos. Pelo contrário, vários cabos eleitorais de Paulo Victor foram afastados por ele próprio. Alguns estão, inclusive, trabalhando com adversários figadais do presidente.

Os poucos vereadores que ainda dizem publicamente apoiar o projeto de PV rumo à Assembleia Legislativa, nos bastidores já estão apoiando ou buscando pré-candidatos mais viáveis e estáveis.

A sucessão para a presidência da Câmara é outro ponto que demonstra a falta de liderança de PV na Casa. Não fossem os esforços próprios de seu candidato, o vereador Beto Castro — que, segundo comentários, já adota a estratégia de afirmar que será diferente de Paulo Victor —, ele sequer teria viabilidade eleitoral a esta altura do campeonato.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!